domingo, 9 de agosto de 2009

Novo blog - clica lá

http://alinefontanella.blogspot.com

MUDANDO DE BLOG

Meus leitores têm reclamado que ando assim, devagar na atualização do blog, e eles têm toda razão. A questão é que tem tanta coisa passando pela minha cabeça, são tantas coisas pra organizar (prática e emocionalmente), ando que nem uma barata tonta!...
Não bastasse isso, resolvi tomar uma decisão que vem me deixando muito angustiada...É hora de redirecionar meus posts para meu novo blog...Não é fácil largar meu "aliflower" querido, mas, às vésperas de virar balzaca e de casar, me parece que o novo blog tem uma cara um pouquinho mais madura (pero no mucho).
Então, vejo vocês no http://alinefontanella.blogspot.com
O blog está bem lindinho, cheio de surpresinhas, acho que vocês vão gostar. Não deixem de entrar, sigam meu blog, deixem comentários, ponham nos "meus favoritos" enfim, deem uma forcinha aí, gente! Afinal, estou em crise, posso surtar a qualquer momento. Melhor não arriscar.
Grande beijo. Espero vocês lá!

terça-feira, 28 de julho de 2009

FILOSOFIA DO CAMELO


Recebi essa hoje mesmo, de uma amiga que sabe como eu adoro esse bicho de ar tão "blasé":

"Uma mãe e um bebê camelo, estavam por ali, à toa,quando de repente o bebê camelo perguntou:
- Por que os camelos têm corcovas?
- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe.
- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho.
- Ta. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???"

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Moral da história:
"Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!"
VOCÊ ESTÁ NO LUGAR CERTO?


Pensa bem. Não é muito mais profundo do que você imaginou?

sábado, 25 de julho de 2009

Minha vida sobre rodas - Parte 1


Na época em que dividia o carro com a minha mãe, decidi ir buscá-la no colégio (ela é professora) fazendo um charminho: botei nossa yorkshire Jade dentro do carro, no banco de trás, e abri um pouquinho a janela pra que ela botasse o focinho pra fora e curtisse o vento nos cabelos (quer dizer, nos pelos).
Nessa época, é claro, eu ainda não conhecera minha amiga Michele, cujo cão se atirou do carro.
Então lá fui eu, linda, leve e solta, fazendo curvas e flanando por aí. Ah, a sensação de liberdade de que a CNH nos dá!...Que projeto de perua nunca quis sair por aí, carregando seu cãozinho de estimação no carro, o peludo olhando, com ar blasé, pro mundo lá fora? E quem nunca imaginou rodar pelas estradas, meio "Thelma e Louise", meio "born to be wild", vento nos cabelos, o som dos pneus no asfalto, as pessoas te olhando com ar de...
Que cara é essa?
Ao fazer a curva em frente ao colégio, eu reconheço um rosto: Um amigo gira os braços no ar, boquiaberto, pulando. Estranho...
E não é que, num lampejo de sabedoria, eu finalmente olho pelo retrovisor (sim, ele existe para isso) e vejo ela, a Jade, voando ao lado do carro.
Yesssss, ela voava paralelamente ao veículo, presa unicamente pela coleira em que eu a havia prendido e que engatara no "p...m..." traseiro.
Pânico geral no Colégio Farroupilha. Crianças gritavam (ou riam, não sei bem), o guardinha apitava. "Dizus"!, pensei.
Pobre da Jade. Estava ofegante, quase infartou.
Mas, lá no fundinho, acho que ela até piscou pra mim e disse: "valeu".
Praticamente um salto de pára-quedas.
Ah, esses cães radicais...O que é que a gente não faz para agradá-los?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

MEU "AMIGO" DUNGA


Depois de 15 anos, finalmente tive a oportunidade de dizer ao Dunga(o técnico, não o anão) que gastei um rolo in-tei-ri-nho de filme da máquina (se você nasceu na década de 90, é capaz de nem lembrar o que é isso) tirando fotos do nosso então capitão levantando a taça pela conquista da Copa de 1994. Detalhe: eram fotos das imagens da televisão. Nenhuma delas saiu (fiquei com 24 fotos da tv e só), mas essa parte eu resolvi omitir. Sabe como é, ele podia ficar decepcionado...
Eu achei que ele era um Dungão, mas ele é baixo e usa gola rulê (daquelas que só ficam bem em tipos altos, magro, bonitos e hollywoodianos), mas foi muito simpático e, bem, pude finalmente contar essa minha "façanha" pro protagonista. Eu achava ele o máximo!
Até então, tinha que conviver sozinha com isso, meu pai me lembrando do episódio, volta e meia. Acho que ele queria usar o rolo de filme pra tirar fotos de outra coisa, sei lá.
OBS: Não, crianças, naquela época não havia internet, senão eu teria poupado o filme e baixado essa imagem diretamente da web...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aventura no MARGS


Aventura: Me despenquei, na 2a feira, pro MARGS, com a Mônica Leal (Secretária de Cultura do RS), pra abertura da exposição do Realismo na França. Sobre o evento em si, aguardem, porque já mandei um texto pra South Star. É imperdível!
Observações paralelas? Muitas!
Me diverti horrores. Corri que nem uma doida atrás da Mônica (veja bem, eu estava VIP, mas AINDA sou meio da ralé, então não dava pra desgrudar, sob pena de ficar pra trás do cordão...). Apesar de esse mundo da política ter um certo glamour quando se trata do 1o escalão...Olha, dá um trabalho danado! Primeiro, porque chegar até lá não é fácil. Exige dedicação e horas, muitas horas da vida particular perdida em prol do trabalho público. SEgundo, porque exige esforço pra levar adiante seus projetos. Terceiro -e pior de tudo - requer estômago pra agüentar tanta falsidade e "puxadas de tapete".
Mas, bem, esse não era o mote da noite. Podem me chamar de deslumbrada, eu não ligo. A Governadora lembrou do meu texto e me gritou "Energia!". Me achei, e não venha me dizer que você não sentiria o mesmo, por mais PSOL roxo que seja. Não bastasse isso, pude acompanhar de pertinho a 1a volta pelo acervo, e ouvir todos os comentários dela. Ela é muito engraçada, chega a desconcertar as pessoas mais formais com alguns comentários mais despojados. Adorei!
Ainda, conheci o Sr. Berard (ele propriamente não me conheceu, mas tudo bem), o dono de diversas das obras. Simpaticíssimo, é um cara digno de se admirar.
E havia o curador, o francês que não conseguia se comunicar e pro qual eu servi de tradutora por alguns minutos.
E mais um monte de figuras diferentes, uma diversidade quase tão grande quanto a das telas espalhas pelo museu.
O mais incrível, contudo, é que as pessoas realmente gostam de ficar perto de quem tem poder. Era aquele séquito atrás delas - da Governadora e da Secretária - porque as pessoas as conheciam. É fantástica a habilidade que as pessoas desenvolvem para papagaio de pirata (eu também: dá uma olhadinha lá no fundo da foto que saiu na ZH!)O Berard, que deve ser mais rico que todos os deputados juntos, não é cara conhecida, até ficava meio de lado.
E no meio disso tudo, havia Miró, Picasso, Renoir. E tinha Van Gogh, Matisse, Dali.
Não bastasse isso tudo, ainda tive a rara oportunidade de cantar em altos brados La Marseilleise, decorados lá nos meus distantes anos de Colégio Anchieta, Inacreditável! Que noite bem louca!

quinta-feira, 9 de julho de 2009


Acho que ando sofrendo de um branco criativo. Sabe aquela coisa bem de filme, um escritor à beira de um ataque de nervos porque sim-ples-men-te não consegue criar?
POis então.
Guardadas as proporções,acho que ando sofrendo disso também. Mas minha teoria é de que eu não tenho dado tempo para inspirar-me.
Sim, porque a inspiração - por mais espontânea que pareça - precisa ser alimentada.
Venho pensando nisso há tempos: É preciso alimentar a alma, para que ela "floresça".
Tenho perdido tempo demais na organização de projetos pessoais. O que não é nada ruim, é claro, mas é preciso sempre parar e respirar um pouco, pra que se possa olhar esse exato momento que está sendo vivido.
Temos 5 - CINCO - sentidos (ne verdade, sou da corrente que acredita que eles são 6), mas pouco os utilizamos no dia a dia para atribuições que não aquelas que garantem a nossa sobrevivência: cheirar o requeijão da geladeira para constatar que já está vencido; olhar todas as vitrines do shopping para poder comparar os preços das liquidaçoes de inverno, tatear no escuro pela maçaneta da porta antes de sair de fininho de casa; espichar o ouvido e exercitar o máximo da sua audição para escutar a briga dos vizinhos, e por aí vai.
Mas, em decorrência de algumas mudanças na minha vida, tenho pensado, pensado demais, tentado entender coisas que, bem, talvez simplesmente não façam sentido.
É preciso ouvir música. É preciso ler livros. É preciso ver filmes e obras de arte. É preciso ouvir os sons da natureza e usar todos os nossos sentidos para perceber cada pequeno imenso detalhe do mundo que nos cerca. É preciso abraçar árvores! Sim, nunca fiz isso, mas dizem que é fantástico! (saiu no jornal: tem uma senhora que jura que é longeva porque se deita diariamente no parque...)
Profundo demais? Que nada! Isso seria bem mais simples, mas a gente vive tornando tudo mais complexo.
O maior exemplo somos nós, mulheres, quem dá: Existe algo mais do estilo "quero complicar a minha vida, mas não sei bem como" o que resolver questionar a relaçao? Pelamordedeus, se vocês se amam, se ele é um cara trabalhador e que te respeita, dá pra relevar as meias atiradas pela casa ou a versão inverossímil da reunião de negócios bem-na-hora-da-final-do-campeonato. Você não suporta coisa muito mais dramática das suas amigas?
A gente definitivamente complica demais.
Para alguns, essa densidade da vida pode gerar obras fantásticas. Talvez seja coisa de gênio artista.
Eu ainda preciso da inspiração daquilo que me "toca" a alma.

sábado, 27 de junho de 2009

Homens


Eu amo meu noivo, meu pai, meus amigos homens. Adoro as conversas despretensiosas, o jeito como eles se esculacham e continuam se gostando (na verdade, me parece que quanto mais se xingam, mais se adoram). Invejo, sinceramente, a devoção deles aos amigos, a capacidade de se entregar a um programa que é só deles. Acho fantástica a a total, completa e absoluta concentração em um único foco, quando se trata de futebol, jogos em geral, panes elétricas ou mecânicas e coisas afins. SEm falar na força física. Realmente, viver sem eles não dá. Já cansei de precisar de ajuda pra carregar 38 pastas até o arquivo.
Mas, apesar de tudo isso, eu ainda acredito que, no estágio evolutivo do ser humano, eles ainda pertencem a um nível em fase anterior à, bem...à das mulheres.
Sim, venho desenvolvendo essa teoria e cada vez encontro mais adeptas(evidentemente, as seguidoras da minha tese são mulheres, salvo o meu pai, que foi obrigado a concordar com ela aqui em casa).
Falta-lhes capacidade para "sentir" o ambiente, para evitar um mal estar coletivo, a sutileza de evitar confrontos e reestruturar o clima.
Ainda, a mesma capacidade de absorção so impede de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Lembra da última vez em que algum deles conseguiu tratar de 11 assuntos ao mesmo tempo? Aliás, eles também adoram ignorar uma conversa que não lhes interessa - enão é por mal, é por simples falta de capacidade de atentar a algo além do poker na tv.
Já viu homem cuidado de criança? É de arrepiar até o dedinho do pé os riscos a que as expomos em tais circunstâncias! (excluo, é claro, os pais separados, que pela necessidade da vida, tiveram que desenvolver habilidades maternas. São, pois, mais evoluídos!)
Eles ainda têm certa dificuldade em vibrar com as pequenas bobagens da vida, e se são pegos num dia de mau humor (o que, em geral, equivale a um dia com notícias financeiras desfavoráveis)infernizam logo a criatura que os recebe de braços abertos. E, pior, não abrem a boca pra desabafar!(apesar de saberem que a gente gosta tanto de falar sobre sentimentos, mesmo os problemáticos).
Aliás, quantas vezes nós temos um dia dos infernos, mas chegamos em casa, tomamos um banho, botamos um sorriso no rosto e um decote no colo e lá vamos nós, lindas e amáveis - porque, afinal, ele não tem nada a ver com a desgraça do teu dia? E aí, quando foi mesmo que algum homem conseguiu desvincular as agruras do cotidiano da vida particular? Aham...
"Prevenir" é outra palavra que poucas vezes é usada no vocabulário deles. Fazer exames preventivos, checkups, acompanhamento médico regular...Pra quê? Só fazem quando levam um susto. Alimentação saudável? Medidas para evitar o stress? Qualidade de vida? Só depois do primeiro milhão! Depois não sabem porque as mulheres vivem mais. "Prevenir" erros na relação, crises familiares? Difícil, eles só reagem após a perda. Antever conseqüencias? Só se for no campo de guerra do XBox.
No fundo, contudo, talvez eles consigam passar por esse mundo com menos carga emocional - ela nos faz mais felizes, mas também nos pesa muito. Então, em que pese todas essas pequenas imperfeições, talvez seja caso de relevar tudo isso e dividir a "bagagem" com nossos fortões, afinal.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Debut, c'est si bon

Publicada na revista do clube Associação Leopoldina Juvenil, junho de 2009.
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Lembro até hoje quando meu pai ligou para avisar que havia conseguido me inscrever no début do clube. Sempre é concorrido, e, como você só pode debutar aos 15 (aos 14 tudo bem, mas não existe debutar aos 19!), não dá pra perder essa oportunidade. Só por isso já seria uma experiência única.
Début significa, em francês, “estréia”. Ou seja, debutar é um ritual de apresentação ao “mundo” já como mulher, apta para participar da vida social. A sua origem remonta ao tempo em que a nobreza européia comemorava os 15 anos de suas filhas com uma grande festa de apresentação à sociedade. E um dos objetivos era também possibilitar o approach de um bom pretendente.
Hoje a idéia já não tem nada a ver com arranjar casamento para a filha. As meninas são bem mais espertas e têm muito mais que os dotes necessários para ser uma “moça casadoira”. Ao contrário, não querem nem pensar em casamento tão cedo: A noite é longa - vai até o café da manhã, ou você vai perder a chance de tomar Nescau de vestido de festa? - ainda há todo o baile (e muitos carnavais) pela frente. Os pais, por outro lado, querem mais é manter os tais pretendentes bem longe de suas princesas pelo maior tempo possível. De preferência, até a comemoração de seus 40 anos (da filha, não do pai. Pode perguntar em casa, mas há o risco dele pedir para você virar freira).
O baile é a “cereja do bolo”, mas debutar envolve muito mais do que noite em si. São meses de eventos dos mais diversos e que começam a mostrar à debutante um mundo todo novo que está à sua espera. São aulas de etiqueta, maquiagem e moda, de valsa (essa não pode faltar, sob pena de se pisar em todos os pés pelo caminho), palestras, viagens em grupo. É como um rápido intensivo para a adulta que você logo virá a ser.
Não bastasse isso, dizer ainda que é uma oportunidade para ampliar o círculo de relacionamentos é pouco. Daqui saem amizades verdadeiras e pra vida inteira, assim como a lembrança desse momento.
E anos depois – no meu caso, lá se vão mais 15 desde os meus 15 – é tão bacana ver que, mesmo com o passar do tempo, a gente não muda tanto assim. Bem, talvez a gente tenha mudado, digamos, um pouquinho só, mas acredito piamente (e, por favor, ninguém me conteste) de que foi para melhor . Afinal, o début é isso mesmo, só uma estréia, uma “provinha” do que virá pela vida.
Pensando bem, foi tudo tão bom que vou comemorar meus 30 como “duplo 15”, quem sabe até sugerir ao clube que crie o baile do bi-début? Quem debutou, vai me entender e – aposto - vai querer participar também.

(obs: um beijo para minhas amigas debutantes)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

RAINHA DO LAR


Você já parou para pensar na origem dessa expressão? Eu não, mas a resposta veio num "insight", no dia em que minha mãe voltou de uma viagem, depois de 1 mês no exterior.
Sim, acreditem: minha mãe passou um-mês-in-tei-ri-nho-fo-ra!!! E deixou o pai sob nossa (minha e da minha irmã Luiza)guarda.
No início, as coisas parecem fáceis, praticamente uma aventura temporária, durante a qual todos vão aprender algo enquanto o tempo passa, tranqüilamente. Ledo engano.
A mãe - em regra (ou, ao menos, como regra na MINHA casa) - é o sustentáculo básico da sobrevivência humana. Não querendo diminuir a importância do meu pai, que é o máximo. De forma alguma. A diferença é a seguinte: assim como nas empresas, na escola, na vida em geral, existe o homem-líder e a mulher-líder. Ambos têm suas qualidades natas e imprescindíveis para que as pessoas desenvolvam suas habilidades o máximo possível. Qualquer estímulo positivo é sempre benéfico, e tendo essas duas fontes básicas, o ser humano pode se desenvolver à sua potência máxima.
Mas...
Não há ordem, nem rotina, nem realidade concreta sem a mãe em casa. É a ela que recorremos na hora de chorar, de descansar, de dividir e até de brigar (brigar com o pai? eu, hein?). É ela quem mantém o "clima" da organização: não adianta deixar o cartão do Zaffari, o telefone do dentista, e a lista de afazeres, a coisa simplesmente não anda em linha reta!
Vá lá, a vida continua e as pessoas se viram, tropeçando pelo caminho, trôpegos em zigue-zague. Mas até o homem forte da casa sai do rumo e perde o prumo.
É a falta não do pulso, nem daquilo que o bombeia, mas daquilo que segura tudo junto e o mantém em harmonia e em total funcionamento. E, em geral, sequer notamos, de tão bem que funciona. Ah, o lado ruim da eficiência!...
Não por acaso, se diz popularmente que "Deus escreve certo por linhas tortas". É verdade, não tenho dúvida. Muito pai (e o meu, inclusive, com todo o mérito)vai se virando e criando e mantendo a família de uma forma admirável.
Mas, convenhamos...Se fosse uma "Deusa" a escrever tais linhas, aposto que elas seriam bem retinhas!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

10 COISAS QUE NOS TIRAM DO SÉRIO


1 - Sair da manicure e estragar a unha em algum momento entre botar o casaco com os dentes, tirar a chave do carro de dentro da bolsa com o nariz e ligar a ignição com o cotovelo.
2 - Ser avisada, às 19h55', que aquela jantinha informal de aniversário é, bem, no restaurante mais chique da cidade. E que estão passando pra te pegar em 5 minutos.
3 - Carro estragado (não deveria ser coisa só de homem?)
4 - Estar atrasada e ter que correr de salto.
5 - Ficar bonita pra um evento, mas descobrir que saiu em todas as fotos com os dentes roxos de tanto vinho.
6 - Gente que te prende na conversa te puxando pelo braço.
7 - Rasgar a meia-calça antes de entrar em audiência. Ou descobrir que a calça está rasgada (acontece...)
8 - Vendedora esnobe
9 - Pane no computador (parece que nosso cérebro está diretamente ligado ao sistema - não tem mais jeito, pane no computador ocasiona pane cerebral)
10 - Chegar em casa estressada do trabalho às 19h30, tomar banho, lavar o cabelo, secar, maquiar (base, pó, delineador, rímel y otras cositas más), escolher a roupa, trocar a roupa, voltar pra roupa inicial, trocar de bolsa, estar pronta 28 minutos depois e...ficar esperando a carona que se atrasou. Aaaaaargh!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

DAS COISAS BELAS


Um dia desses, tive o privilégio de sair para jantar com meus avós. Eles ficaram faceiros da vida (parêntesis: se você ainda tem avôs, aproveite cada-minuto-de-cada dia...Perdi um dos meus 4 avôs ainda vivos apenas ano passado, sou uma felizarda de ter podido aproveitaá-los por tantos anos). Enfim, passeando no shopping, meu vô insiste em querer comprar jóias pra minha vó. Eu grito no fundo: "Dá pra miiiiiiiiiiiiiiiiim!!!!!". Ao que minha vó "larga", sem arrogância nem pretensão de fazer tipo: "tantas coisas belas no mundo das quais não preciso...".
Quase caí dura com tamanha realidade despencando em cima de mim. É verdade que preciso de torradeira, fogão e geladeira, afinal, estou montando uma casa (a lava-louça é discutível, mas, a meu ver, faz parte do time dos "essenciais"). Mas também é muito, muito verdadeiro que eu não preciso mais de roupas - tenho o suficiente pra me agasalhar nesse inverno. Também não preciso de mais jóias (pra quê? Pra me arrancarem a orelha na sinaleira?) Sapato? Pasme! Acabo sempre usando a bota preta o inverno in-tei-ri-nho!
É certo que o consumo aquece a economiae faz o mundo girar. No entanto, não seria tão melhor investir menos nessas coisas que mudam a cada estação? Confessa: Você não se sentiria mais...livre?
Se eu tivesse dinheiro sobrando hoje, admito, montaria a minha casa. Mas aí também faz parte do ser humano querer o melhor para si. Depois disso, gastaria satisfazendo minha sede de conhecimento, minha vontade de desbravar o mundo. E aí, se excesso houvesse, acho que me dedicaria mesmo à filantropia. E hoje penso isso do fundo do meu coração.
Minha vó tem razão: há coisas lindas, mas desnecessárias. Tudo é fugaz demais para nos atermos a essas pequenas coisinhas da vida, que podem nos ser levadas a qualquer momento sem que isso sequer nos atinja na alma. Isto é, não fazem parte do que somos, porque o que é NOSSO, ninguém leva assim.
Acho que falta à nossa geração um pouco de ideologia social e política, um pouco da ilusão de que é possível mudar o mundo. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só deixando de ter coisas belas para fazer coisas lindas.

domingo, 31 de maio de 2009

QUEBRANDO PRATOS


Eu adoro os comerciais do Mercado Livre (além das músicas fofíssimas), mas essa última está demais. Eu a-do-ro a sensação que (imagino) o protagonista deve sentir ao longo das cenas. Você já deve ter visto: ele está num casamento grego, eles começam a quebrar os pratos - como é de sua tradição - e o cara ali, meio travadão, não entendendo nada. Aí, de repente, ele se anima (a coragem às vezes surge num rompante)e sai quebrando prato. E tudo mais que vê pela frente: copo, garrafa, puxa toalha, até a tv vai pro "saco". É quase um surto, mas de felicidade, de libertação pela possibilidade de romper os limites que acreditamos existir em certas convenções. Deve ser algo tipo um "teto preto", só que "branco", porque ele está muito feliz.
Todo mundo deve ter esses momentos de "extravasa". E, claro, não precisa ser nada que acabe com os bens alheios. Pessoalmente, tomar banho de chuva me faz sentir absolutamente livre (salvo nos dias em que faço chapinha). Isso e cantar a plenos pulmões (embora meu show se restrinja ao ambiente caseiro, pelo bem da humanidade).
Aliás, deve ser meio parecido com a sensação de atirar torta na cara dos outros. Ou dar banho de champagne. Só, por favor, se controlem e não inventem de experimentar isso tudo no meu casamento. Deixemos essas emoções para as propagandas de tv, ok?

terça-feira, 26 de maio de 2009

POESIA POSSÍVEL



Há muito tempo, eu tinha um caderno de frases e poesias. Não minhas, é claro, porque não tenho talento pra isso. Eram pensamentos e inspirações que eu 'catava" por aí, registrava no meu caderninho e relia, volta e meia, quando sentia necessidade de alimentar a alma.
Uma vez, li uma frase do Carlos DRummond de Andrade numa mesa de um bar em Fortaleza:
"Carlos, relaxe. O amor é isso mesmo que você está vendo: Hoje beija, amanhã não beija e segunda-feira ninguém sabe o que será".
Eu tinha 20 anos. Profundamente inspirador.
Sempre gostei dessas frases mais engraçadinhas, meio que brincando com as palavras, fazendo delas pequenas ironias doces que tornam muito mais bem humorada a perspectiva da realidade.
Um dos meus preferidos é do Manuel Bandeira, "porquinho da ïndia". E não venha me dizer que acha bobo. Leia com atenção e me diga se não é uma das interpretações mais sensíveis (e cruelmente verdadeiras) de uma relação não muito bem correspondida...
"Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada"

Ás vezes eu me sinto o dono do porquinho da índia...
Se você anda com alguma dúvida seríssima apertando o peito, pode encontrar consolo em Lupícinio Rodrigues:
"...E por isso vivemos brigando
Toda a vida, eu e o meu coração
Ele dizendo que sim
Eu dizendo que não
". Essa é do Bar do Nito.
E quando o mundo é lhe é injusto?
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"

Com Mário Quintana, nossa alma sempre pode se tornar mais leve. Não é que fuciona?
É bom se arriscar e ler poesia de vez em quando, sem se preocupar em ser saber do que se está falando. Eu não entendo lhufas de nada disso. Afinal, como diria Quintana, "A poesia não se entrega a quem a define". Ou, na verdade (e melhor ainda), "Um bom poema é aquele que nos dá a impressão
de que está lendo a gente ... e não a gente a
ele!"
Talvez porque a poesia não esteja propriamente nas palavras, mas na intenção de quem a lê.
Obs: Pro dia que você estiver realmente precisando pirar, não esqueça de João Gilberto:
" - Olha o vento descabelando as árvores!...
- Mas as árvores não têm cabelo, João
- São as pessoas que não têm poesia" (diálogo entre uma "funcionária" e o João Gilberto, acredite se quiser, conforme narra o livro "Chega de Saudade").

domingo, 24 de maio de 2009

DE QUE VALE?


Não vivi guerra nenhuma, graças a Deus. Mas já vi montes de filmes de guerra, e acredito que eles não sejam excessivamente dramáticos. Pelo contrário, devem até romancear o que seria, originalmente, horrível.
O que mais me impressiona em todos eles – e aí vou desde Tróia até o Iraque – é o valor da vida humana. O quanto ela vale numa guerra? Nada. É só mais um número na contagem final.
Não é impressionante a facilidade com que uma vida se acaba, num tiro de fuzil? Quantos sonhos, quantas expectativas se esvaem no nada? No mais absoluto vazio?
O ser humano sempre se assustou em virar apenas uma referência numérica, mas também (ou talvez por isso mesmo) sempre se deslumbrou com a possibilidade de mudar o mundo. Ainda assim, não compreendo o que leva as pessoas a se confrontarem tão abertamente por algo que sequer lhes é tão importante. Porque, na boa, importantes pra mim são a minha vida e a dos que eu amo. Mais nada. E se eles (e eu, no caso) estão seguros, me desculpe, mas de casa eu não saio. Posso até pegar em armas, sim, caso invadam meu bairro. Aliás, aí eu acredito que a raiva suba a patamares incompreensíveis.
Mas há uma grande diferença entre defender aquilo em que se acredita e defender algo...hum...abstrato?
Venhamos para um contexto mais próximo. Hoje, o que você defende? Quem você defende? Por quem você luta? Em que você acredita?
Partido político? Nhéééém...
Sua empresa? Depende do mercado, melhor não se apegar.
Alguma ONG? Confira antes as suas credenciais.
Princípios? Sim, mas eles sequer são atacados, as pessoas simplesmente os desvirtuam sem qualquer verginha na cara.
Guerras podem até ser válidas, desde que embasadas em crenças verdadeiramente defendidas. Mesmo assim, seriam elas necessárias?
Quero dizer com isso apenas que acredito que guerras não levem a nada. Aliás, nunca fui favorável a conflitos.
Ainda assim, nunca se sabe que tipo de ameaça pode aparecer na sua vida. Mas, sinceramente, elas não deveriam mover milhões de pessoas. “Guerra” pessoal? Até acredito, desde que seja contra um louco só.
Não seria muito melhor gastar tanta energia pra unir fronteiras, ao invés de demarcá-las?
Sem dúvida. Mas pra essa pergunta não tenho resposta (e se alguém souber, por favor, me avise): por que, até hoje, jamais ouvi falar nisso?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DONA FLORINDA


Sempre foi assim: é eu chegar do cabelereiro, que meu pai dá um grito e pergunta "cruuuuuuuzes! O que é isso???"
Já tentei cabelo estilo pantera (ao estilo do seriado, não da Volunta, que fique bem claro), rabo de Jeannie é um Gênio, coque banana, lambido futurístico. Já experimentei crespo selvagem (que é só uma forma charmosa de dizer "você ser Jane, mim ser Tarzan"). Também cheguei com frisado sereia (acuse a sua idade se admitir que viu Splash! Eu vi 36 vezes). Rolo na franja, então, é a pedida certa para ser chamada de ET de Varginha.
O que ele mais gosta, contudo, é o estilo Dona Florinda: bobs por todos os lados, o que cai absolutamente bem com um avental todo sujo de ovo. Não adianta nem tentar evitar, fazer cara de choro, dizer que a auto-estima anda baixa, ameaçar fazendo bico. Nada, nada me salva.
Ok, com cabelo de Dona Florinda também já seria pedir demais.
O que me consola é que, bem, ele não diz isso quando me vê acordando, com cara de sono, branquela, com olheiras e cabelo de bruxa. E mau humor, é claro.
Ah, acho que meu me ama de verdade!
(Obs: escrever esse post sobre a minha mãe não teria graça. Não sei porquê, mas ela me acha linda sempre...)

domingo, 10 de maio de 2009

DODOIZINHOS


Dia desses, deparei com um texto da Danuza Leão sobre homens doentes. Quase me enfiei pra dentro da revista, tenho certeza que ela grampeou meu telefone! Era quase como se eu estivesse pensando alto: homem doente = anúncio do apocalipse. Jesus!Atire o primeiro Naldecon quem não concordar!
Sim, poucas coisas assustam mais. Primeiro, porque os homens são durões. De repente, uma dor de barriga descontrolada ou um nariz entupido simplesmente os derrubam na cama, e você se preocupa se não seria o primeiro caso de gripe suína em POrto Alegre, tamanha a intensidade do sofrimento. É uma gemeção pra lá, suspiros pra cá, a coisa deve ser séria mesmo...O mundo pára, pode desistir de assistir a novela. É um tal de chazinho pra lá, cobertorzinho pra cá, e todo o tipo de mimo possível para curar mais rapidamente a enfermidade (a essas alturas, você já está realmente desesperada para curá-lo...). Esqueça tentar ler ao seu lado, porque tem que apagar a luz. Não dá pra ver a novela, vai ter que ser o programa preferido dele, que é pra dar um ânimo, vai que assim ele recupera a cor? Comidinha? Claro, tem que ser especial pro doentinho.
Minha mãe diz que nem filho dá tanto trabalho. Afinal, toda a estrutura da casa se mobiliza para atender o enfermo.
Maaaaas...Às vezes a coisa é séria mesmo, e você sabe disso só pelo fato de ele ficar ali, inerte (não que isso seja a coisa mais incomum do mundo, mas não estou falando da inércia "assistindo jogo de futebol", que se se caracteriza por um "desligamento temporário das funções secundárias de audição masculina, por ex., ouvir o relato sobre o dia da namorada").
Então, quando ele estiver atirado num canto, imóvel e pálido, sem sequer emitir um som de reclamação porque você está vendo a Maya e o Raj dançarem, e aparentando que está, simplesmente, agradecido por você estar ali...sim, a coisa é grave, gravíssima!
Atenção, já pro pronto-socorro!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

CANINOS




Às vezes é melhor parar de refletir sobre a vida, então hoje eu decidi não escrever, simplesmente porque...meu coração se encantou com as fotos desses cachorros de peruca.
Pelamordedeus, é um fox albino? um golden no parlamento inglês? um chiuaua metido a marilyn monroe? um
Nãããoooo! É UM PUG PSICODÉLICO!!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O eterno exercício do (re)descobrimento


Eu adoro a inocência dos iniciantes. Iniciante de qualquer coisa, há sempre uma mistura de fascinação com o desconhecido e medo de fazer tudo errado. A-do-ro, com todo o meu coração.
Já falei que acho que o que nos envelhece é perder o jeito pra descobrir novos "mundos" (ou achar novas formas de redescobrir o velho?). É isso que nos mata aos pouquinhos, perder o brilho de viver.
Já parou pra pensar que a gente diz mesmo que "fulano perdeu o brilho de viver..."? POis é, porque a gente deixa de se ENCANTAR, de brilhar com certas coisas que caem pelo nosso caminho. Banalizamos a experiência cotidiana de surpreender-se.
Quando o coração endurece, um bom exercício, por exemplo, é participar de entrevista para contratação de estagiário. Às vezes, prefiro nem falar, é bom ficar só ouvindo o encantamento do candidato - em geral, inexperiente, e isso não é nenhum demérito pra quem está, justamente, começando essa caminhada profissional. Contidos ou não, os olhos brilham com a possível perspectiva da contratação. Tudo é novidade. Ingressar no mercado de trabalho é, para o estagiário, o mesmo que nascer pro mundo. Ainda sem vícios, ainda sem rancores ou frustrações, qualquer projeto é um desafio, qualquer roubada é um tropeço conquistado.
Espero que o tempo me dê mais experiência, mas me roube a pretensão de ser cética demais. E, quem sabe, me permita abrir os olhos pra concluir, diariamente, que cada dia é uma nova e insólita jornada. Não quero estar dormindo na janelinha, nem desatenta à cor da paisagem.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Se se morre de amor?


Pois é, parece que o romance acabou...Dizem as (más?) línguas que o Brad abandonou a Angie, cansado do seu temperamento egoísta, e saiu de mala e cuia de sua casa na França (deve ser realmente triste abandonar a casa na França...).
Engraçado...Dava pra sentir que isso ia acontecer, né? (especialmente depois dos rumores de que ela havia dado uns “sopapos” na babá, por ciúme).
Na verdade, dificilmente amores explosivos duram para sempre. É simplesmente insustentável se um dos dois tiver um mínimo de sanidade mental e de amor próprio.
Eu adoro a Angelina, acho ela uma coisa de linda, admiro a sua dedicação pelas causas humanitárias, acho cool essa coisa de ter 1.001 filhos e ainda ser sexy, but...está na cara que ela tem um desequilíbrio emocional. Ela simplesmente parece ser ser “too much”.
É ai que quero chegar: nada que é demais é bom. Até mesmo no amor é necessário equilíbrio. Amar demais é bom. Às vezes. Porque se é só demais, você se anula, você sofre, você toma medidas drásticas e faz demais por alguém que não é você. O jogo, volta e meia, precisa inverter, deixa o outro amar demais por uns dias.
Por outro lado, amar de menos é triste, é pobre, é...vazio.
Dizia Pascal que "a paixão não pode ser bela sem o excesso: ou se ama demais, ou não se ama o suficiente". Está certo, ele está falando de paixão. Mas você sabe, né? A paixão, baby, a-ca-ba. Fisicamente falando, ela não pode mesmo persistir, senão você morreria (sim, veja, é portanto possível morrer de paixão), isso é cientificamente comprovado. O nosso corpo simplesmente não agüentaria tantas horas de sono perdidas, tanta palpitação, tanta ânsia...por mais de 18 meses!!!
No entanto, o mundo é sábio e fez ser ainda melhor o que vem depois. Mas isso só SE a pessoa for, de fato, "o seu número".
Até lá, tudo é ilusão. É só com o tempo que você descobre que ele deixa rastros de cueca pela casa, que ela ACHA que vai fazer você aposentar-se de seu posto de jogador sênior (vitalício?) do time de futebol do clube. Você descobre que ele arrota (bem-vinda à vida como ela é). Ela tem ataques de raiva quando sai de casa se achando feia (mas e não é a mesma cara de todos os dias?). A lista é infindável e cada um tem a sua.
Agora, imagine se você casa com a mulher mais sexy-linda-bombshell do planeta, se apaixona loucamente porque ela realmente é meio louca, o que deve ser instigante, but...People don’t change, e aquela mesma personalidade dominante e atraente agora começa a se tornar opressora, e tudo o que você tem vontade de fazer é de sair correndo.
Passou a paixão e o Brad descobriu que a Angie é temperamental demais pra um cara que tava curtindo ser pai?
Tudo bem, ele deve ter os motivos dele. Mas, quer saber? Aposto que ele também arrota. E tem chulé.